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Oi meninas, tudo bem com vocês?

Vocês sempre me pedem dicas de estudo bíblico e me perguntam como entender melhor a Bíblia. Sendo assim, hoje eu reuni algumas dicas bem simples e práticas que vão te ajudar muito, mesmo que você não tenha Bíblia de estudo, dicionário bíblico, manual bíblico, concordância e outras coisas que podem ser utilizadas para estudar a Bíblia, ok?

Se você tiver, é melhor ainda, porque isso amplia o seu campo de pesquisa, mas se você não tiver, use aquilo que você tem e comece da onde você esta.

ORE:


Então vamos começar. O segredo pra você estudar a Bíblia, é, antes de tudo, orar. Sem oração você pode ter todos os materiais que eu citei ali em cima que você não vai pra lugar nenhum, agora se você orar e pedir ao Senhor que te ajude a entender a Palavra Dele, Ele vai te ajudar, pode ter certeza disso.

LEIA:


Depois que você já orou, agora você pega sua Bíblia e abre na passagem que você vai estudar, e isso fica totalmente a sua escolha. Pode ser uma passagem, um capítulo, um versículo, um tema, um personagem, qualquer coisa. 

No entanto, quando a gente vai estudar a Bíblia, a gente não pode só ler um versículo e já sair escrevendo, a gente precisa entender porque aquele versículo foi escrito. Lembre-se: passagem fora de contexto é motivo pra pretexto.

ENCONTRE O CONTEXTO:


Se você não procurar entender o contexto da passagem, você pode se equivocar e entender errado. A Bíblia por si só já se explica. Então pra você encontrar o contexto de uma passagem, leia o capítulo inteiro em que ela se encontra. Se mesmo lendo esse capítulo você ainda não encontrou o contexto, leia os capítulos anteriores e posteriores também.

Capítulos que iniciam com palavras como "portanto", "desse modo", "assim", entre outros, estão complementando uma informação que foi dita anteriormente, então você já pode concluir que o contexto daquela passagem não esta ali.

Outra dica super legal, é fazer perguntas ao texto, dessa forma você sabe pelo o que procurar quando estiver lendo. Faça perguntas como: o que? porque? como? quando? onde? quem? e por ai vai.

PESQUISE:


Até agora, vocês viram que eu não citei nenhum outro livro além da Bíblia e também nenhum outro meio, como a internet por exemplo, mas isso não te impede de usá-los. Só o que eu te peço é que use esses elementos para complementar  o seu estudo, e não pra fazer o seu estudo por você. Só depois que você fizer os passos que eu falei ali em cima, só depois que você realmente tentar, quando você encontrar dificuldades ai você vai e utiliza outros meios para pesquisar, tá bom?

ANOTE:


Durante o seu estudo, anote tudo. Anote versículos, anote o contexto que você encontrou e depois anote também aquilo que Deus falou com você através do seu estudo. Ou seja, depois que você pesquisar, encontrar e entender o contexto da passagem que você está estudando, você pega isso que você aprendeu e aplica na sua vida. Como isso que você aprendeu pode mudar a sua vida?

OUTROS POSTS QUE PODEM AJUDAR VOCÊ:


Há algum tempo atrás eu fiz vários posts que podem ajudar muito vocês a estudar a Bíblia também, eu vou deixar todos eles linkados aqui pra vocês conferirem ok?


  • Diferenças entre Devocional, Estudo Bíblico e Leitura Bíblica 
  • Como eu estudo a Bíblia atualmente
  • Plano de Leitura Bíblica por tema: onde encontrar na internet e como montar o seu
  • Como eu estudo a Bíblia
  • Como escrever uma boa aplicação pessoal
  • 10 passos fáceis para estudar um versículo
Lembrando que os posts sobre como eu estudo a Bíblia são todos de anos anteriores, hoje em dia eu fiz algumas modificações, eu sempre mudo de maneira que funcione melhor pra mim. Caso vocês queiram, eu posso fazer um post contando como eu estou estudando a Bíblia em 2019, ok?

Por hoje é isso meninas, essas dicas foram bem simples porém se você estiver começando a estudar a Bíblia agora, elas são tudo o que você precisa. Se você gostou desse post não esquece de deixar seu comentário, compartilhar com seus amigos e seguir o blog nas redes sociais para sempre estar por dentro das novidades. Fiquem todas com Jesus e até o próximo post!


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     Oi meninas, tudo bem com vocês?

    O post de hoje foi muito, muito pedido mesmo. Eu demorei para postar, confesso e peço desculpas, mas trouxe pra vocês um post bem completo explicando detalhadamente as diferenças entre devocional, estudo bíblico e leitura bíblica. Espero de coração que vocês gostem e que  esse post possa esclarecer as dúvidas de vocês a respeito desses 3 tópicos, ok? Então, vamos lá!

    O que é Devocional?

    Há algum tempo atrás, eu fiz um post aqui no blog falando sobre o momento de devocional, sobre como fazer esse momento. Caso você queira ver, eu vou deixar o link aqui embaixo pra você conferir:

    O que é e como fazer um Devocional

    No entanto, uma frase nesse post me incomoda. Eu escrevi ele em 2017, e de lá para cá eu aprendi muitas coisas a respeito desse assunto, coisas que hoje eu quero compartilhar com vocês.

    A frase que me incomoda é a seguinte: Devocional nada mais é do que um momento do seu dia que você reserva para passar tempo com Deus. Se você clicou no link ali de cima e leu o post, você viu que essa frase realmente esta lá, e eu não pretendo tirar. Eu gosto de ver o quanto Deus me levou a aprender mais e a evoluir espiritualmente, mas agora eu vou contar pra vocês o porquê essa frase me incomoda tanto.

    Ela me incomoda porque devocional não é só isso. Devocional não é um momento da nossa vida, ele é um estilo de vida. É bem mais do que 15 ou 30 minutos do seu dia que você separa para orar, louvar, ler a Palavra e fazer algumas anotações. É fazer tudo isso 24 horas por dia, é viver continuamente em devoção a Deus.

    Guarde isso no seu coração: Deus não quer apenas 15 minutos do seu dia, ele quer fazer parte de toda a sua vida. Fazer parte das suas decisões, do momento que você está estudando, trabalhando, ele quer estar no seu pensamento 24 horas por dia.

    Você deve estar pensando, mas Thayná, não dá pra ler a Bíblia o dia todo. Pois é, eu sei, mas você consegue pensar o dia todo, não consegue? Sabe quando você pensa muito, muito, muito em alguma coisa? Então, o nome disso é preocupação. Agora, quando você pensa muito, muito, muito em Deus, isso é meditação. Se você sabe se preocupar, então você sabe meditar.



    Essa é a melhor maneira de pensar em Deus constantemente, de viver em devoção a Deus. Medite em alguma palavra que você leu, ore, decore versículos, louve um hino enquanto você varre a sua casa ou faz a comida. Pense em Deus. Viva Nele.

    Mas ai você pode perguntar: e naqueles momentos que eu preciso me concentrar em algo específico como quando estou estudando ou trabalhando fora de casa? Nesse momento, entra outro conceito bíblico, faça tudo com amor. Estude de verdade, trabalhe de verdade, não faça para as pessoas, faça para Deus, com amor. Essa também é uma maneira de viver em devoção a Deus e adorar a Ele.

    Esse é o Devocional. Agora, falando sobre o momento devocional, que também é extremamente importante, aquele que você separa um tempo específico do seu dia para ficar a sós com Deus e orar, louvar, ler a Bíblia e fazer anotações. Não pense que viver em devoção anula o seu momento devocional ok? 

    Eu quero focar aqui, nas anotações do momento devocional. Nesse momento, você não estuda. Não é um estudo, não confunda devocional e estudo bíblico. O devocional é uma meditação rasa da palavra, em que você medita apenas naquilo que Deus falou com você naquele momento. Por exemplo, você leu o Salmo 1 e Deus falou com você. Anote sobre isso. No devocional você não sai pra pesquisar mais profundamente porque ai deixa de ser o que Deus falou com você naquele momento específico pra ser o que outras pessoas estudaram acerca daquela passagem.

    É o seu momento a sós com Deus. Desligue o celular e ouça Deus falar com você. Ore a Palavra, repita trocando palavras como "Bem aventurados aqueles que temem ao Senhor", por "Eu serei bem-aventurado se eu temer ao Senhor". O Devocional as vezes é curto, isso vai depender do seu tempo livre, mas se você tiver apenas 15 minutos disponíveis, você consegue fazer um devocional nesses 15 minutos, outra diferença marcante entre ele e o estudo bíblico.

    O que é Estudo Bíblico?

    Agora que você já sabe o que é Devocional e o que é o momento devocional, fica muito mais fácil de entender o que é um estudo bíblico. Primeiro, eu gostaria que você lesse a definição abaixo da palavra estudar:

    Procurar adquirir o conhecimento de algo: estudar uma lição. Dedicar-se à apreciação, análise ou compreensão de uma obra literária, artística, técnica etc.: estudou muito Machado de Assis. Preparar, examinar: estudar um projeto de lei. Ponderar, amadurecer: estudar um caso. Observar cuidadosamente: estudar um fenômeno.

    Nessa definição, eu gostaria de chamar a sua atenção para as seguintes palavras: procurar, dedicar, analisar, compreender, examinar e observar cuidadosamente. Isso é estudar algo. Viu o contraste com o devocional? O devocional é raso, o estudo é profundo. O devocional pode ser feito em até 15 minutos se você quiser, o estudo bíblico é impossível de ser feito em menos de uma hora.

    Quando eu digo uma hora, não é o estudo de um capítulo, é o estudo de um único versículo tá? Não adianta tentar fazer estudo ás pressas porque vai sair meia boca, incompleto e mal feito, e não é isso que você quer fazer não é? Afinal de contas, nós estudamos a Bíblia para conhecer mais da Palavra de Deus, então se nós estudarmos de qualquer jeito também vamos aprender assim.

    O estudo bíblico requer, tempo, dedicação e fome de conhecimento. Quando você for estudar a Bíblia, se pergunte: porque eu quero estudar a Bíblia? A resposta dessa pergunta vai direcionar totalmente o seu estudo.



    Vamos falar sobre as anotações de um estudo bíblico. São muitas. Você pode fazer tanto no computador, quanto no papel, isso fica a seu critério, eu prefiro papel. É importante você ter uma Bíblia de estudo, ou várias, se você não tem e deseja estudar a Bíblia, pense em investir em uma que esteja de acordo com o seu objetivo.

    Existem outros materiais que também são muito úteis quando você estuda a Bíblia, como dicionário bíblico, manual bíblico, concordância bíblica e entre outros. Vale a pena pesquisar e investir. Caso você não tenha money agora, assim como eu, você pode também utilizar a internet para estudar, mas atente-se ao site para que seja confiável. Eu super recomendo o Biblioteca Bíblica, ele é maravilhoso. Mas vale a pena lembrar que usar a internet não anula a importância de você investir em uma Bíblia de estudo.

    Quanto ao método, existem muitos métodos. Você pode estudar por livro, por capítulo, por personagem, por tema, por qualidade caráter, e muitas outras coisas. A bíblia tem muita coisa pra estudar. Eu indico para você um livro chamado 12 maneiras de estudar a Bíblia sozinho, do Rick Warren, é um livro maravilhoso que ensina muito sobre como estudar a Bíblia.

    Agora vamos a alguns pontos importantes do estudo bíblico: o seu achismo não é fonte de pesquisa. Quando você estiver estudando, você não acha nada. É de extrema importância que você pesquise o contexto das coisas. Por exemplo, vamos supor que você queira estudar Romanos 10. Não dá pra começar a ler o capítulo 10 já de cara, você precisa saber sobre o que Paulo estava falando antes de chegar no capitulo 10 e o porquê ele estava falando aquilo.Lembrem-se sempre: o contexto não é o que a passagem diz, é porque a passagem diz. Entender isso vai te ajudar a entender a Bíblia de maneira muito mais clara.

    Faça tudo com muita calma, ore, sempre e peça direção ao Espírito Santo. Acima de qualquer Bíblia de Estudo ou Site, é ele quem nos revela os mistérios da Palavra de Deus, é ele quem esclarece todas as coisas, então ore antes de iniciar seu estudo e também durante ele e peça discernimento a Deus.

    O que é Leitura Bíblica?

    A leitura Bíblia parece algo óbvio, mas tem muita gente que confunde com devocional e estudo bíblico e às vezes até tenta fazer uma mistura dos dois, mas não, não dá, e eu vou te explicar porque.

    Como você já deve imaginar, leitura bíblica é abrir a Bíblia e ler. Apenas isso. Geralmente na leitura bíblica você utiliza um plano de leitura. Esse ano, eu e muitas de vocês estamos lendo a Bíblia cronologicamente. A partir disso, eu gostaria de te explicar o porque a leitura bíblica se difere do devocional  e do estudo bíblico.

    No nosso plano de leitura, muitas vezes nós temos 3 ou 4 capítulos por dia, isso se a gente não procrastina um dia e deixa acumular. São muitos capítulos pra um devocional. No devocional, você foca em apenas um versículo, ou em apenas uma passagem. Ás vezes nem da pra focar em um capítulo inteiro, por ser muito longo. Por isso falei sobre focar em uma passagem, ou versículo.

    Na leitura bíblica também não dá pra estudar pelo mesmo motivo. São muitos capítulos para um estudo bíblico. Dependendo do tamanho do capítulo, eu demoro em média de 3 a 4 horas pra estudar ele se não for muito longo, isso em uns 3 dias. Não dá pra estudar 4 capítulos em um dia, a não ser que você tenha muito, muito tempo livre.



    Por isso que o ideal na leitura Bíblica é apenas ler e fazer breves anotações, em um caderninho ou em post'ts. Porque se você estiver fazendo como a gente e seguindo um plano de leitura, se hoje você está lendo Gênesis 5, é porque você já leu os capítulos anteriores, então você já tem uma noção do contexto das coisas  e do que esta acontecendo ali. Você não precisa sair pra pesquisar o contexto, você já esta familiarizada com ele.

    Vamos supor que enquanto você estiver lendo te surja uma duvida sobre algo específico. Se você tiver tempo, você pode dar uma pesquisada sobre aquilo pra entender melhor, mas nada muito profundo porque afinal, você tem outros capítulos para ler.

    Agora, caso você não esteja seguindo este tipo de plano, você pode fazer diferente. Você pode escolher um livro da Bíblia e ler um capítulo por dia. Como eu disse, as vezes um capítulo é muito pra um devocional, então esse  método ainda não da pra fazer no devocional. Você pode estudar de verdade, assim como eu te orientei ali em cima, um capítulo desses por dia, mas isso vai depender do seu tempo também, porque se um capitulo for muito grande, você pode ficar por muitas horas estudando ele.

    Por isso que é importante você separar, eu leio isso, e estudo isso. porque assim você pode fazer as duas coisas com qualidade e nada fica mal feito ou incompleto, ok?

    Acima de tudo, ore!

    Como eu disse mais acima, ore. Independente se o que você for fazer for estudo bíblico, leitura bíblica ou devocional. Ore. Ore antes, durante e depois. Deixe o Espírito Santo conduzir você e te levar para mais perto do Pai. A Bíblia é o único livro que todos nós temos a oportunidade de ler na companhia do Autor, aproveite essa oportunidade.

    Espero de coração que vocês tenham gostado desse post, eu sei  que ele ficou longo, desculpa,mas eu queria trazer algo bem completo pra vocês para tirar a maior parte das dúvidas. No entanto caso ainda tenha ficado alguma, me pergunte aqui nos comentários, não saia daqui sem perguntar, a sua dúvida pode ser a dúvida de outras pessoas também ok?

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    ASSUNTO: Introdução; Saudação; Propósito; A idolatria e a depravação dos gentios.

    VERSÍCULO CHAVE: Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para Salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé (vers. 16-17).

    PALAVRAS CHAVE: Fé; Justiça; Idolatria; Imoralidade Sexual.

    PREFÁCIO E SAUDAÇÃO (1-7):

    (vers.1) A palavra traduzida aqui como servo no texto original, em grego, significa escravo. Paulo está falando a respeito de um estado de servidão ao qual uma pessoa se submete voluntariamente e por amor, distinta da servidão imposta por outrem, forçada; situação bastante comum no império romano. Ao usar esse termo, Paulo enfatiza a sua sujeição pessoal a Jesus Cristo.

    (vers.2) Humanamente falando, Jesus era descendente de Davi (Mt 1:1), sendo verdadeira e completamente humano, mas, ao mesmo tempo, o divino filho de Deus. O fato de Jesus ser descendente de Davi o vincula a aliança davídica. Qua do Cristo retornar para reinar sobre tudo e todos, Ele cumprirá a promessa feita por Deus a Davi de que confirmaria o trono de seu reino para sempre (2 Sm 7:13).

    (vers.3) Paulo citou Jesus como descendente do Rei Davi para enfatizar que nEle se deu o cumprimento das profecias do A.T., que anunciaram que o Messias viria dá linhagem davídica. Com essa declaração de fé, Paulo demonstrou seu conhecimento das Escrituras e sua concordância com os ensinamentos dos apóstolos de Jesus.

    (vers.4) A palavra traduzida por declarado significa designado. Jesus não se tornou o filho de Deus pela ressureição. A ressureição foi a prova de que Jesus é o Filho de Deus.

    (vers 5-6) Provavelmente a melhor tradução para graça e apostolado seja graça do apostolado, pois Paulo considerou o seu chamado um presente divino. Paulo queria levar todas as nações; incluindo judeus e gentios, à obediência a Cristo pela fé (de acordo com o sistema doutrinário que Jesus ensinou). A expressão sois também a vós chamados é a preferida pelo Apóstolo quando ele quer destacar aqueles que confiavam no Senhor Jesus como Salvador.

    (vers.7) Aqui, são considerados santos apenas as pessoas que foram separadas para Deus. Como Deus é Santo, seu povo também deve ser santo (1 Pe 1:15-16). A palavra traduzida como graça significa favor imerecido de Deus, que nos permite ser e fazer o que Deus quer. Já a paz de Deus é o elemento que nos permite estar em harmonia perfeita com o Senhor, com nós é com os outros. Somente após experimentarmos a paz de Deus, podemos experimentar a Sua graça.

    A FÉ DOS ROMANOS. PAULO ANELA VÊ-LOS (8-15):

    (vers.8) Paulo usou a frase "Dou graças ao meu Deus por [mediante] Jesus Cristo" para realçar o aspecto de que Cristo é o único mediador entre nós é Deus. Por intermédio de Cristo, Deus nos envia seu amor e perdão, e nós enviamos a Deus nossos agradecimentos (ver 1 Tm 2:5). A fé dos cristãos romanos era tão vigorosa que Paulo fala a respeito dela mencionando seu amplo testemunho. O apóstolo age de forma semelhante ao referir-se à fé dos cristãos de Tessalônica (1 Ts 1:8). A expressão em todo mundo é análoga à expressão em todos os lugares.

    (vers.9-10) Paulo pedia constantemente a Deus por esses irmãos quando orava; eles estavam na sua lista de oração. Os homens e as mulheres mais santos, e até mesmo nosso Senhor Jesus, sabiam que não é possível trabalhar para Deus ou até mesmo viver sem orar. Paulo orou, a fim de que pudesse visitar Roma e ensinar os cristãos que lá estavam, mas, quando finalmente, chegou àquela cidade, era um prisioneiro (ver At 28:16). Paulo orou por uma viagem segura e, embora realmente chegasse em segurança a Roma, antes foi preso, teve o rosto esbofeteado, naufragou e foi picado por uma cobra venenosa. As formas que Deus usou para responder nossas petições frequentemente são muito diferentes do que esperamos. Quando oramos com sinceridade, Deus responde, mas o faz conforme o seu cronograma e, às vezes, de maneira inesperada.

    (vers.11-12) A expressão comunicar algum dom espiritual não significa que Paulo ensinaria sobre dons espirituais, cura ou profecia. Significa que ele exercitaria os seus dons espirituais [compartilharia os seus dons espirituais com os irmãos] e, ao fazê-lo, abençoaria os irmãos em Cristo. Como um povo dedicado a Deus, os cristãos romanos podiam oferecer ao Apóstolo comunhão e conforto. Quando os irmãos em Cristo se reúnem, todos dão e recebem. A fé em comum proporciona um vínculo entre eles, que é uma benção e um estímulo para todos.

    (vers.13) Ao término de sua terceira viagem missionária, Paulo já havia viajado pela Síria, Galácia, Ásia, Macedônia e Acaia. Nessas regiões, as igrejas eram constituídas principalmente por cristãos gentios. Aqui, Paulo deixa claro que desejou ir antes a Roma (Rm 15:22); contudo, foi impedido.

    (vers.14) Paulo era sensível ao dever de pregar para o culto e para o inculto, para o instruído e para o não instruído. Embora muitas pessoas sábias não tenham sido chamados por Cristo, algumas foram (1 Co 1:26-29); e todos precisam ouvir o Evangelho.

    (vers.15) A afirmação estou pronto para também vos anunciar o Evangelho é a declaração do compromisso de Paulo. Essa expressão parece ser a declaração central de uma tríade de declarações em primeira pessoa que se referem ao próprio Paulo e a pregação do evangelho de Cristo. Na primeira seção, Paulo afirma: Não me envergonho do evangelho de Cristo. Todos nós somos devedores a Cristo. Nenhum de nós deveria envergonhar-se do Evangelho de Cristo. Nem todos, porém, estão prontos para pregar o Evangelho. Paulo estava não apenas habilitado e disposto, mas também estava pronto, apto a pregar as boas novas com êxito. Ele não era apenas um vaso escolhido, mas era também um vaso limpo. Ele estava pronto para ser usado por Deus.

    O ASSUNTO DA EPÍSTOLA: A JUSTIÇA PELA FÉ (16-17):

    (vers.16) Paulo estava pronto para pregar o Evangelho de Cristo. Quando formos de capazes de fazer nossas essas palavras ditas pelo Apóstolo, nós também sentiremos um desejo ardente de tornar Cristo e seu Evangelho conhecidos em todo o mundo. Todo aquele que crê: Aqueles que aceitam a verdade a respeito de Jesus, revelada na Palavra de Deus, e agem em conformidade com essa verdade. Primeiro do judeu: Os judeus são os primeiros porque Deus trabalhou com eles durante o tempo do antigo testamento para preparar a salvação para todo o gênero humano. Para Paulo, o termo grego inclui todas as pessoas que não são judias.

    (vers.17) Isso, quer dizer que a fé está no começo do processo de salvação. A salvação é resultado da fé. Ao exercitar a fé em Cristo, a pessoa é salva das consequências do pecado e  declarada íntegra. Como os cristãos, vivem pela fé, Deus está continuamente salvando-os do poder do pecado para que ela vivam em justiça.

    A IDOLATRIA E DEPRAVAÇÃO DOA GENTIOS (18-32):

    (vers.18) Refere-se ao tempo presente. É a irá divina manifestando-se contra o pecado e a rejeição da verdade. Como o próximo versículo indica, o termo a verdade, refere-se, obviamente, a verdade sobre Deus. Uma vez que rejeitaram a piedade e a retidão, as pessoas detém a verdade a respeito de Deus; ou seja, que Deus é o seu criador, amoroso e merece a adoração e o louvor delas. Os pecadores são perfeitamente capazes de perceber, de forma racional, a verdade revelada por Deus (vers.19-20), mas eles escolheram suprimir tal revelação. Sendo assim, as pessoas são indesculpáveis.

    (vers.19-20) Os atributos divinos são vistos claramente não apenas na humanidade, mas também podem ser apreciados no universo material; a criação divina os declara vividamente (Rm 1:20; 10:18; SL 19:1-4). A natureza fala, de forma eloquente, sobre o seu Criador. Começando pela engenharia complexa da célula humana e indo até a grandeza magestosa das montanhas rochosas, todas as obras de Deus testemunham de Sua sabedoria e seu poder.

    (vers.21-22) Eles conheceram a verdade sobre Deus por meio da criação (vers.18). A natureza revela um Deus grandioso e bondoso. A chuva branda e as terras férteis proporcionam aos seres humanos todas as variedades de alimentos deliciosos. Deus é bom. Mesmo com todas as evidências presentes na criação, há quem se recuse a reconhecer seu Criador; decidem consistentemente não adorá-lo ou glorificá-lo como Deus.

    (vers.23) A Idolatria é a derradeira expressão dá loucura humana (vers.22). Em vez de procurá-lo como Criador e mantenedor da vida, passaram a considerar a si mesmos como o centro do universo. Logo inventaram deuses que são convenientes projeções de suas ideias egoístas. Esses ídolos podem ser estátuas, objetos ou outras coisas que elas almejam. Podem ser até representações falsas do próprio Deus, imaginados pelo homem, ou as coisas que Deus fez,  mas o ponto comum entre todos os tipos de idólatras é que eles não adoram o Deus verdadeiro.

    (vers.24)  Deus, em sua ira, os entregou, ou seja, deixou-os a mercê de seus pecados (vers.26-28). A ira de Deus já se manifesta em nossos dias (vers.18), porém, ela se manifestará plenamente por ocasião dá volta de Cristo (1 Ts 1:10). A Bíblia nos afirma que Deus não desistiu da humanidade, mas Ele permitiu que ela se afundasse no pecado, de acordo com os desejos pecaminosos do coração humano. Frequentemente, Deus dá ao homem novas oportunidades de este enxergar toda a malignidade do pecado.

    (vers.25)  A mentira diz respeito aos ídolos. Eles são falsos deuses de origem satânica, sem qualquer verdade ou poder. As pessoas tendem a acreditar em mentiras que reforçam suas crenças egoístas. Tome cuidado com aquilo que pode influenciar suas opiniões. E lembre-se A Palavra de Deus é a única verdade.

    (vers.26) Este versículo claramente trata-se de uma alusão as relações sexuais antinaturais entre mulheres. O lesbianismo é contrário a natureza; está na contramão dá vontade do Criador.
    (vers.27) As práticas homossexuais são pecado (Lv 18:22). O versículo 27 de Romanos enfoca não o fato de o homossexualismo ser um pecado queDeus ser castigado, mas afirma que o homossexualismo por si mesmo, já é um castigo. Por terem rejeitado a Deus e se tornado idólatras, alguns homens e algumas mulheres tornaram-se escravos de paixões infames (vers.26). Logo, eles receberam em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.

    (vers.28) Um sentimento perverso é uma mente totalmente destituída da sensibilidade mortal.

    (vers.29-32) Esses versículos contém uma das mais extensas listas de pecado de toda a Bíblia. Essa lista mostra a grande amplitude da depravação moral humana. Note que enquanto a sociedade exercita a tendência de justificar certos pecados, Deus julga todos os pecados sem distinção. Tais pecados revelam em particular a rebeldia existente em nosso coração. Todos, sem excessão, merece o castigo de Deus.



    Se você quiser ver os outros Estudos do Livro de Romanos é só clicar no Link abaixo:

    • Estudo do Livro de Romanos

    Esse foi o Estudo de hoje, espero que vocês tenham gostado, fiquem todas na paz de Jesus! ❤
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    LIVRO: Romanos

    AUTOR: Paulo, que teve como escrevente Tárcio.

     DATA: Fevereiro de 58 d.C.

    TEMA PRINCIPAL: Doutrina do Evangelho.

    PROPÓSITO:  Apresentar Paulo aos Romanos e sintetizar a mensagem do apóstolo, antes de sua chegada a Roma.

    DESTINATÁRIOS: Os cristãos em Roma e em todo o mundo.

    CONTEXTO HISTÓRICO:  Aparentemente Paulo havia terminado seu trabalho no Oriente e planejava visitar Roma, antes de seguir para a Espanha, depois de ter levado uma oferta aos irmãos em Cristo que passavam necessidades em Jerusalém (At 15:23-28). A igreja cristã romana era formada principalmente por judeus, mas também tinha um grande número de gentios.

    CARACTERÍSTICAS: A carta de Paulo aos Romanos foi apresentada como um tratado organizado e bem fundamentado de sua fé; não tem o formato típico de uma epístola, exceto pela forma como o apóstolo se despediu, saudando vários irmãos romanos.

    PERSONAGENS IMPORTANTES: Paulo e Febe.

    VERSÍCULO-CHAVE: "Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo." (5:1)

    Nos primeiros capítulos da carta de Paulo aos Romanos, o pecado é confrontado e é explicado como o perdão é possível por meio da fé em Cristo. Paulo também falou acerca do que os Cristãos experimentam em sua vida quando a praticam a nova fé. Nessa seção, aprendemos a respeito dá importância dá fé para os que vivem de acordo com os preceitos bíblicos do cristianismo. Vemos que, sem a fé, não existe esperança em nossa vida.

    Paulo escreveu essa carta à igreja cristã que estava em Roma. Nem ele nem os outros líderes da igreja, Tiago e Pedro, tinham estado anteriormente nessa cidade. É provável que a igreja romana tenha sido fundada por cristãos que havia estado em Jerusalém por ocasião do Pentecostes (At 2:10) e/ou por viajantes que tenham ouvido as Boas Novas em outros lugares e as levado à Roma, como Priscila e Áquila (At 18:2; Rm 16:3-5).

    Paulo escreveu a carta aos Romanos durante seu ministério em Corinto (após sua viajem missionária, pouco antes de retornar a Jerusalém; At 20:3; Rm 15:25), a fim de encorajar os irmãos em Cristo é revelar seu desejo de algum dia ir vê-los (o que acontece após três anos). A igreja de Roma não tinha texto algo do NT. Tendo em vista que os evangelhos ainda não tinham a aplicação doutrinária que conhecemos, a carta aos Romanos pode ter sido o primeiro texto da literatura cristã a ser visto pelos cristãos romanos. Escrita por Paulo tanto para os cristãos judeus como para os cristãos gentios, a carta aos Romanos possui uma apresentação sistemática da fé cristã.

    Veja os outros estudos do livro de Romanos clicando na Tag abaixo:

    • Estudo do Livro de Romanos
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    Oi gente, tudo bem com vocês?

    Há algum tempo atrás, terminamos de estudar aqui no blog todo o livro de Atos! Se você ainda não sabia disso, vou deixar o Link aqui embaixo pra você conferir:

    • Estudo do Livro de Atos

    Agora, eu convido vocês pra estudarem junto comigo o Livro de Romanos, vamos?

    Como a forma que eu postei o estudo do Livro de Atos ficou pesada pra mim, dessa vez eu decidi mudar e postar apenas 1 capítulo por semana!

    Dessa forma, como eu sempre faço uma análise geral (introdução ao livro) no início, e um post com as principais lições que eu aprendi durante o estudo no final, nosso estudo vai durar 18 semanas (Romanos tem 16 capítulos).

    Nossa Thayná, 18 semanas não é muito? Sim, pode até ser. São quase 5 meses! Porém, assim todas vamos poder fazer um estudo bem completo, sem pressa, e, consequentemente, aprender bem mais com a Palavra de Deus!

    Sem contar que os estudos são muito extensos e eu demoro muito pra digitar e editar os posts, esse também é outro motivo.

    Vou postar a introdução ao Livro na próxima sexta, e conto com a participação de vocês durante esse estudo!

    Espero que vocês tenham gostado e que durante esse estudo todas nós possamos aprender muitas coisas com a Palavra de Deus.

    Por hoje é isso, fiquem todas na paz de Jesus, e até o próximo post!
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    Oi meninas, tudo bem com vocês?

    O post de hoje era pra ter saído ontem, mas como não tinha terminado de digitar ainda não saiu. Mas hoje, graças a Deus, pude trazer aqui no blog pra vocês os capítulos que faltavam pra gente terminar o nosso Estudo do Livro de Atos + as Lições Principais que eu aprendi durante esse Estudo!

    Vou deixar os Links aqui embaixo pra vocês clicarem e verem os estudos!

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 25

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 26

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 27

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 28

    • Estudo do Livro de Atos - Lições Principais

    Ou você pode ver todos os estudos desse livro clicando no Link aqui embaixo:

    • Estudo do Livro de Atos

    Espero de coração que vocês tenham gostado desse estudo e que ele possa abençoar muito a vida de todas vocês.

    Não deixem de acompanhar o Blog tá? Muito obrigada por tudo. Deus abençoe vocês e fiquem todas na paz de Jesus!
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    PAULO EM MALTA (1-10):

    A ilha de Malta está localizada a aproximadamente 96 km ao sul da Silícia. Possuía excelentes portos e a sua localização era ideal para o comércio. Os habitantes de Malta eram de origem Fenícia.

    Deus prometeu guardar Paulo (27:22-25), e não deixaria que nada detivesse o seu servo. A serpente venenosa que picou o apóstolo não lhe causou dano algum. Deus ainda tinha um trabalho que deveria ser realizado por Paulo.

    Essas pessoas eram muito supersticiosas e acreditavam em muitos deuses. Quando viram que Paulo não adoeceu pela picada da serpente venenosa, pensaram que ele fosse um deus. Uma avaliação semelhante é relatada em Atos 14:11-18.

    Paulo continuou a ministrar para outras pessoas, mesmo como um prisioneiro náufrago. Nessa viagem, oficial do exército romano, principal oficial de Malta, e muitos outros foram positivamente impactado pelo evangelho. Não é de admirar que a expansão das Boas Novas fosse rápida como fogo que se espalha.

    RUMO A ROMA (11-31):

    A praça de Ápio ficava aproximadamente 69 km ao sul de Roma. Três Vendas estava localizada a cerca de 56 km ao sul de Roma. Uma venda era uma loja ou um lugar que fornecia comida e alojamento aos viajantes. Os cristãos foram encontrar Paulo e encorajá-lo abertamente.

    O decreto de Cláudio para expulsar os judeus de Roma (18:2) deve ter sido temporário, porque os líderes judeus voltaram aquela cidade.

    Paulo quis pregar as boas novas em Roma; e chegou ali preso, depois de passar por um naufrágio e muitos julgamentos. Embora pudesse desejar uma viagem mais fácil, ele sabia que Deus o havia abençoado muito ao permitir que encontrasse os cristãos de Roma e pregasse a mensagem aos judeus e aos gentios daquela grande cidade. Em todas as coisas, Deus trabalhou para o bem de Paulo (Rm 8:28).

    Os cristãos eram denunciados em todos os lugares pelos Romanos, porque eram vistos como uma ameaça à estabilidade do Império. Criam em um único Deus, enquanto os romanos tinham muitos deuses, inclusive César. Os cristãos eram comprometidos com uma autoridade infinitamente mais elevada do que o imperador.

    Paulo usou o AT para ensinar aos judeus que Jesus era o Messias, o cumprimento das promessas de Deus. O livro aos Romanos, escrito 10 anos antes, mostra o diálogo constante, que Paulo manteve com os judeus em Roma.

    Enquanto Paulo ficou em regime de prisão domiciliar, fez mais do que falar aos judeus. Escreveu epístolas, comumente chamadas de "cartas da prisão", aos Efésios, aos Colossenses e aos Filipenses. Escreveu também em caráter pessoal, como a carta a Filemon.

    A tradição diz que Paulo foi solto depois de dois anos de prisão domiciliar em Roma, então partiu e uma quarta viagem missionária. Pode ser que, durante o tempo em que esteve em liberdade, Paulo tenha continuado viajar e extensivamente, indo até a Espanha (ver Rm 15:24-28), e depois, tenha retornado as igrejas da Grécia. A primeira carta a 1 Timóteo e epístola a Tito teriam sido escritas nesse período. Mais tarde, Paulo foi novamente preso, provavelmente em Roma, onde escreveu sua última carta, a segunda carta a Timóteo.

    Você pode ver o restante dos Estudos desse Livro clicando no Link abaixo:

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    TEMPESTADE NO MAR (1-17):

    Lucas acompanhou Paulo nessa viagem. Entregaram Paulo e alguns outros presos a um Centurião. É provável que esses outros presos também tinham apelado para César, ou talvez tenham recebido a pena de morte e estavam a caminho de Roma para lutarem como gladiadores na arena.

    Julio, um severo oficial do exército romano, foi designado para vigiar Paulo. Obviamente tempo de permanecer perto de Paulo tempo todo. Por causa desse contato, Júlio criou respeito por Paulo. Ele deu Apóstolo uma certa liberdade (27:3) e, mais tarde, salvou-lhe a vida (27:43).

    Não era um bom momento para navegar. Isso aconteceu alguns meses antes do inverno, quando é muito difícil navegar por causa das tempestades. Devido aos ventos contrários, o navio teve de navegar pelo norte dá ilha de Chipre, usando o continente para amenizar assim a força dá tempestade. Por fim, os viajantes chegaram ao porto de Mirra, onde encontraram um grande navio que ia para a Itália.

    Antigamente, não havia bússola; os navios navegavam baseados na posição das estrelas. O tempo nublado tornava a navegação quase impossível e muito perigosa; em setembro era dificultosa em novembro, impossível. Essa viagem deve ter acontecido em outubro.

    Paulo e seus companheiros de viagem chegaram a Cnido, na extremidade sudoeste da Ásia menor, cerca de 200 km de Mirra, o último Porto de escala antes de navegarem pelo mar Egeu rumo a costa da Grécia. Mas o vento estava tão forte que forçou o navio para o sul. Eles não navegaram ao longo da costa sul da Ilha de Creta, usando a ilha novamente para dormir diminuir a força do vento. Por fim, o navio ancorou em um pequeno porto chamado Bons Portos. E como a estação propícia para navegação tinha chegado ao fim, continuar a viagem seria muito perigoso.

    Paulo já tinha navegador muitas vezes antes. E pelo menos duas vezes eu tinha passado por naufrágio (2Co 11:25). Sendo assim, ele tinha base para o que estava dizendo. No entanto, a tripulação não ouviu o seu conselho. Como Bons Portos era um porto pequeno, a tripulação resolveu tentar chegar a Fenice, o maior porto no lado oeste de Creta, a 100 KM dali. É bem provável que o dono do navio quisesse levar sua carga para vender em um porto maior. Além disso, Júlio, o centurião romano, também devia estar querendo um lugar melhor para abrigar seus soldados. Em outras palavras, a ganância e o desejo de conforto podem ter chegado bom censo.
    Pela manhã, o mar ficou calmo e um vento suave soprou do Sul, levando-os em segurança para perto da Costa. Mas, de repente, uma violenta tempestade vindo do Nordeste chamada euroquilão (nome dado a todas as tempestades vindas do Nordeste) atingiu o navio, e impedindo-a de Navegar a favor do vento. A palavra traduzida por tufão (ara) vem mesma raiz da palavra furacão. A tempestade levou o navio para o Sul, a uma pequena ilha chamada Cauda, o que mais uma vez força de tempestade uma eficiente para que a tripulação tomasse algumas medidas para salvar o navio.

    Já que os mastros do navio não estavam aguentando, os marinheiros recolheram as velas e as amarraram a fim de que não se perdessem. Os marinheiros estavam temerosos por causa dos bancos de Sirte que ficavam ao norte da Costa da África. A tripulação do navio em que Paulo estava descuo Âncora então, em uma tentativa de diminuir a velocidade.

    PAZ NO MEIO DA TEMPESTADE (18-29):

    O Deus onipotente e onisciente deu a Paulo a garantia absoluta de que ninguém do navio se perderia. Contudo, no versículo 31, Paulo disse aos Centurião que se os marinheiros saissem no navio, seus soldados poderiam a vida. Desse modo, segundo o que Paull havia dito, os soldados impediram os marinheiros de deixar o navio e todos chegaram a terra a salvo (v.44). Deus cumpriu sua palavra e sua promessa por meio da advertência de Paulo e da escolha que os soldados fizeram.

    O tipo de sondagem do versículo 28, era feita lançando na água uma corda pesada, que tinha marcas para indicar a extensão que estava submersa. Quando o chumbo preso a ponta da corda alcançasse o fundo, os marinheiros poderiam dizer qual a profundidade da área de acordo com as marcas na corda. Uma braça equivale a aproximadamente 2 metros.

    O NAUFRÁGIO (30-44):

    Um lugar de águas rasas ao norte de Malta recebeu o nome de Baia de São Paulo. Desde a visita de Paulo, em 60 d.C., até os dias atuais os habitantes dessa Ilha São cristãos.

    Os soldados pagariam com a própria vida se algum de seus prisioneiros escapassem. A reação instintiva dos soldados era matar os prisioneiros, assim estes não escapariam. Júlio, o Centurião, ficou impressionado com Paulo e quis salvar a vida do apóstolo. Por ser o comandante, Júlio podia tomar tal decisão. A atitude do Centurião preservou a vida de Paulo e permitiu que a promessa de Deus de que todas as pessoas do navio seriam salvas se cumprisse (27:22). Finalmente, Paulo pode testemunhar em Roma, cummprindo seu ministério.

    E assim aconteceu que todos chegaram a terra, a salvo. Talvez alguns se apoiaram em tábuas e outros destroços do navio naufragado.

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    PAULO PERANTE AGRIPA (CONTINUAÇÃO 1-18):

    O historiador Josefo descreve os fariseus como "um grupo de judeus cuja reputação excedia o resto da nação no que se refere à observância da religião e que eram expositores precisos da Lei." Paulo deixou bem claro que não era nenhum estranho ou estrangeiro que estava tentando criar uma nova religião. Ele era judeu, fariseu, que viveu segundo a fé judaica melhor do que muitos.

    Paulo não estava sendo julgado por ter feito algo errado. Ele não se voltou contra sua herança judaica. Ao contrário, ele creu com todo o fervor nas promessas que Deus havia feito à nação de Israel: a promessa da vinda do Messias e o restabelecimento do Reino de Deus. Paulo não rejeitou a esperança da salvação de Israel. Ao contrário, ele viu essa esperança cumprido na vida, morte e ressureição de Jesus. O fato de Jesus ter ressuscitado dos mortos deu a Paulo a certeza de que todos os Cristãos também ressuscitariam dos mortos e desfrutariam das bênçãos prometidas no Reino de Deus.

    Esse discurso é um bom exemplo da poderosa oratória de Paulo. Iniciando com um elogio a Agripa, o Apóstolo falou um pouco sobre sua pessoa e passou rapidamente para as Boas Novas, inclusive sobre a ressureição de Cristo, é o público ficou fascinado.

    Paulo aproveitava cada oportunidade para lembrar o seu público que os gentios tinham uma parte igual na herança de Deus, que é a promessa e a benção da aliança que Deus fez com Abraão (ver Ef 2:19; 1Pe 1:3-4). A missão de Paulo era pregar as Boas Novas aos gentios.

    PAULO EVANGELIZA SEUS JUÍZES (19-32):

    Arrependimento significa uma completa mudança de mente. Em Romanos 12:2, Paulo fala dá renovação do vosso entendimento. Nós sempre fazemos o que achamos ser o melhor, o que faz sentido para nós. Paulo estava matando os cristãos porque achava que isso era o melhor a fazer. Mas a revelação de Jesus mudou sua maneira de pensar, e sua pregação das Boas Novas foi a prova de que ele havia se arrependido do que fizera antes. A prova do verdadeiro arrependimento é a mudança de atitude.

    Cristo devia parecer e, sendo o primeiro dá Ressurreição dos mortos, devia anunciar a luz. O Evangelho é uma espécie de semente lançada em nosso coração, a fim de gerar-nos para a vida eterna, na luz de Deus.

    Agripa percebeu que Paulo estava fazendo algo mais do que defender a fé; ele na verdade estava tentando convencê-lo a também se tornar um seguidor de Jesus Cristo. Se Agripa dissesse às pessoas que estavam ali que não acreditava nos profetas, ele suscitariaa irá dos judeus. Por outro lado, se ele reconhecesse que cria nos profetas, estaria dando peso às palavras de Paulo. Então, Agripa evitou embaraço contornando a questão. A conversa estava ficando pessoal demais para Agripa, e ele logo encerrou a audiência.

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    PAULO PERANTE FESTO (1-12):

    Embora 2 anos tivessem passado, os líderes judeus ainda procuravam um modo de matar Paulo. Falavam a Festo a respeito do apóstolo e tentaram convencê-lo a realizar o julgamento em Jerusalém (para que pudessem preparar uma emboscada). Porém Deus, por intermédio de Paulo, frustrou novamente os nossos planos deles. Festo reabriu o caso de Paulo em uma tentativa de acalmar os líderes judeus.

    Todo cidadão Romano tinha o direito de apelar para César. Isto não significa que o próprio Imperador de Roma julgaria o caso, mas que o caso seria julgado pelos mais altos tribunais do império. Festo viu o apelo de Paulo como um meio de enviá-lo para fora da Judeia e acalmar os judeus. Paulo queria ir a Roma para pregar as Boas Novas (Rm 1:10); e sabia que seu apelo lhe daria tal oportunidade. Ir a Roma como prisioneiro era melhor do que não ir.

    PAULO PERANTE AGRIPA (13-27):

    Festo decidiu compartilhar o problema com o Rei Agripa 2. Ele e Berenice eram filhos de Herodes Agripa 1 que havia morrido em Cesareia (At 12:23). Embora Agripa fosse rei somente de uma pequena região ao norte da Palestina, ele tinha o direito de indicar o sumo sacerdote e era considerado um perito em assuntos judaicos.

    Festo estava com um problema em mãos. No caso de um apelo, ele tinha que enviar uma carta a Roma contando os detalhes do caso. Festo não sabia o que estava acontecendo com Paulo e porque o odiavam tanto. Quando o rei Agripa foi visitá-lo para lhes dar as boas-vindas, ele teve a oportunidade de pedir a opinião de alguém que entendia bem do assunto.

    Agripa teve aqui a oportunidade de ouvir Paulo, que deu as boas vindas ao rei. Também agradou a Paulo testemunhar perante uma audiência tão ilustre e um rei relativamente amigável.

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    O livro de Atos, é um livro cheio de emoções, e durante o seu estudo, pude aprender várias coisas. Coisas que me fizeram chorar, rir e amar ainda mais a Deus.

    É incrível ver como os apóstolos defendiam o Evangelho com unhas e dentes, pregando a Palavra em todos os lugares com muita ousadia.

    A conversão de Paulo, não mudou apenas a vida dele, mudou a nossa hoje também. Paulo sempre persistia em pregar o Evangelho, mesmo passando por dificuldades, porque Deus era com ele. Isso me sirva de esperança, por que mesmo passando por dificuldades, posso confiar e pregar o Evangelho com ousadia, porque Deus está comigo.

    Aprendi muito com o método de Pedro e Paulo falarem das Boas Novas, métodos de evangelismo valiosos, retirados da própria Palavra de Deus, e que hoje me servem de inspiração.

    Era feito de tudo para que a Igreja Primitiva fosse unida, é que todos se vissem como irmãos. É triste ver que nem sempre isso se repete em nossos dias, mas essa esperança permanece em meu coração.

    Paulo ajudou muitas pessoas, e desde o seu encontro com Jesus no caminho à Damasco, dedicou toda sua vida ao Senhor. Ele guardou a fé, combateu o bom combate e encerrou sua carreira. Isso plantou um desejo fumegante em meu coração de dedicar toda minha vida ao Senhor e defender o Evangelho com ousadia.

    Muito obrigada Senhor, por esse maravilhoso Estudo do Livro de Atos!

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    Oi meninas, tudo bem com vocês?

    Hoje vim trazer mais alguns capítulos estudados do Livro de Atos. Já era pra gente ter terminado, mas eu nunca que conseguia digitar tudo os textos.

    Hoje vou liberar do 19 ao 24 e na próxima sexta vai ser a última semana. Daí vou liberar do 25 ao 28 e as lições principais que aprendi com o Livro.

    Então, vamo lá! Para acessar os Estudos, é só clicar nos Links abaixo:

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 19

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 20

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 21

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 22

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 23

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 24

    Ou então, você pode ver todos os Estudos do Livro de Atos clicando no Link aqui embaixo:

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    PAULO DEFENDE-SE PERANTE O SINÉDRIO (1-11):

    A parede branqueada é aquela que leva uma fina camada de tinta para esconder a sujeira e parecer mais limpa. O fato de Ananias ter mandado alguem fazer seu trabalho sujo não o absolveu da culpa do seu ato. Ananias mereceu essa repreenssão por que não podia ter mandado alguém esbofetear Paulo. Nenhum Israelita podia ferir o outro na face (LV 19:15).

    Há muitas razões para explicar porque Paulo não sabia que Ananias era o sumo sacerdote. É possível que sua visão não estivesse boa e, por isso, ele não conseguiu vê-lo direito. Ou porque suas ordens infringiam a lei que ele tinha responsabilidade de garantir. Ou talvez essa não fosse uma assembleia formal do sinédrio, e o sumo sacerdote talvez não estivesse usando suas vestes sacerdotais ou sentado lugar habitual. Já se havia passado 20 anos que Paulo não fazia mais parte daquele conselho. É bem provável que ele não soubesse quem era o sumo sacerdote naquela ocasião.

    Os saduceus e os fariseus eram dois grupos religiosos, porém com convicções notavelmente diferentes. Os fariseus acreditavam na ressurreição do corpo, mas os saduceus não. Estes seguiam apenas o Pentateuco (os livros de Gênesis a Deuteronômio), que não continham o ensino explícito sobre a ressurreição. As palavras de Paulo desviaram o debate de sua questão, voltando a atenção de todos a inflamada controvérsia que aqueles dois grupos religiosos tinham sobre ressurreição. O conselho judaico se dividiu.

    Avisado por seus amigos para não ir a Jerusalém, Paulo deve ter colocado em dúvida sua decisão. Mas o Senhor encorajou a não temer porque ele estava sobre o cuidado soberano de Deus. Assim como Paulo tinha dado testemunho de Jesus como o Prisioneiro em Jerusalém, ele faria em Roma. As prisões de Paulo levariam a glorificar a Deus de uma maneira impossível de se fazer sem elas.

    TERMINE SUA PRISÃO EM JERUSALÉM (12-22):

    Quando a controvérsia entre fariseus e saduceus foi acalmada, os líderes religiosos focaram novamente a atenção em Paulo. Para esses líderes, a política e a posição se tornaram mais importantes do que Deus. estavam prontos para planejar outro assassinato, da mesma maneira que fizeram com Jesus. Mas, como sempre, Deus estava no controle.

    Essa é a única referência bíblica a um membro da família de Paulo. Alguns estudiosos acreditam que a família do apóstolo o havia renegado quando ele se tornou um cristão. Paulo escreveu a respeito do sofrimento de perder tudo por Cristo (FP 3:8). Seu sobrinho podia vê-lo, embora Paulo estivesse em prisão preventiva, por que era permitido aos prisioneiros de Roma receber visitas de parentes e amigos, que podiam levar-lhes alimentos e outras coisas de que necessitassem.

    COMEÇA A PRISÃO EM CESARÉIA (23-35):

    Paulo foi tirado da cidade na calada da noite escoltado por centenas de soldados. Ao que parece, o Tribuno percebeu que a Trama para assassinar a Paulo era algo tão sério que usou quase metade da Tropa da Fortaleza Antônia para escoltar o apóstolo por pelo menos parte do caminho para Roma.

    Félix foi o governador romano da Judeia de 52 a 59 d.C. Este era o mesmo cargo que Pôncio Pilatos ocupava na época do julgamento de Jesus. Os judeus tinham muita liberdade para governar a si mesmos, mas do governador Romano administrava o exército, mantinha a paz e arrecadava impostos para Roma.

    A lei Romana requeria que o oficial subordinado enviasse uma carta quando ele era enviado ao seu superior. Depois de ler a carta que recebeu Jerusalém, Félix quis saber de que província era Paulo. E quando soube que Paulo era da Cilícia, ele decidiu ouvir o caso, porque a lei civil da Cilícia não exigia que seus cidadãos fossem enviados para serem julgados lá.

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    PAULO SE DEFENDE PERANTE O POVO (1:21):

    Essa foi a primeira das cinco defesas que Paulo fez. Depois de falar em grego com o tribuno (Atos 21:37), Paulo se dirigiu a multidão na língua hebraica, e não em aramaico. E, quando ouviram Paulo falar em sua própria língua, lembravam-se de que Paulo não era um Gentio, mais um judeu como eles. Sendo assim, eles ouviram o que ele tinha a dizer.

    Gamaliel foi o mestre mais honrado do primeiro século. Ele era muito conhecido e respeitado como um perito da Lei Religiosa e como a voz da moderação (5:34). Ao mencioná-lo Paulo mostrava suas credenciais como um homem culto, treinado pelo mais respeitado mestre judeu.

    Paulo disse a multidão que entendia porque estava espancando-o e tentando matá-lo. Eles eram os velozes para com Deus. Paulo não os acusou pelo que haviam feito, e disse que ele fizera o mesmo antes por causa do seu zelo.

    Paulo contou seu testemunho pessoal. Cada um de nós tem um testemunho para contar de como Deus mudou a nossa vida. E temos que partilhar Esse testemunho com todos que nos ouvirem (Atos 1:8).

     Os judeus recusavam-se em ouvir Paulo porque criam que partilhar seus privilégios com não judeus colocaria em risco a relação de União que a nação tinha com Deus.

     Os judeus não odiavam todos os gentios. Eles até permitiram que os que temiam a Deus adorarassem no átrio dos gentios. Um gentio podia até se tornar um prosélito, reconhecido como judeu, sendo circuncidado e obedecendo as leis de Moisés. Portanto, os judeus nessa passagem não estavam irritados com o fato de os gentios adorarem a Deus, mas com a ideia de eles terem os mesmos direitos diante de Deus sem antes se converterem ao judaísmo. O fato de os gentios poderem ter acesso direto a Deus pela fé em Jesus Cristo era uma ofensa para os judeus.

    PAULO AMARRADO, MAS NÃO AÇOITADO (22-30):

    A pergunta de Paulo no versículo 25 deteve o oficial, porque, pela lei, um cidadão Romano não poderia ser castigado até que fosse comprovada sua culpa por um crime.

    Paulo era um cidadão Romano de nascimento, porém a cidadania daquele oficial era comprada. Comprar a cidadania era uma prática comum e uma boa fonte de renda para o governo romano. Mas a cidadania comprada era considerada inferior aquela adquirida por nascimento.

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    SUBINDO A JERUSALÉM (1-14):

    A expressão separando-nos deles poderia ser traduzida por depois que nos apartamos deles. O carinho do apóstolo Paulo por seus irmãos era muito grande (At 20:37).

    (vers.2,3) - Achando um navio. Paulo não perdeu tempo porque queria chegar em Jerusalém para o Pentecostes, que acontecia 50 dias depois da Páscoa. Ele havia celebrado a Páscoa com seus amigos em Filipos mais de 3 meses antes; então, ele tinha menos de 30 dias para chegar em Jerusalém há tempo da festividade.

    Paula desobedeceu ao Espírito Santo indo a Jerusalém? Não. Provavelmente, o Espírito revelou aos cristãos do sofrimento que Paulo enfrentaria em Jerusalém. Eles chegaram à conclusão de que Paulo não deveria ir àquela cidade por causa de tal perigo. Essa interpretação é apoiada pelo Episódio descrito em Atos 21:10-12, em que, depois de ouvirem o profeta Ágabo que Paula seria entregue aos romanos, os cristãos de Cesareia também imploraram que ele não fosse a Jerusalém.

    Alguns creram que era na casa de Filipe que os cristãos reuniam-se em Cesareia para adorar a Deus. Este é o Filipe mencionado em Atos 6:5;8:26-40.

    Paulo sabia que seria preso em Jerusalém. Embora seus amigos tivessem pedido que não partisse de Cesaréia, o apóstolo sabia que deveria partir, porque esta era a vontade de Deus.

    UMA CONCESSÃO EM FACE DE CIRCUNSTÂNCIAS ANORMAIS (15-26):

    Boatos circulavam de que Pedro estava encorajando os judeus a deixar as tradições mosaicas. Entretanto, Paulo jamais menosprezou a herança Judaica Ou mandou que os cristãos judeus renunciasse a lei de Moisés. Ele somente deixou bem claro a todos que a Lei não funcionava como meio de salvação. Podemos ver a prova de que Paulo continuava guardando a lei no que ele disse a Félix (Atos 24:11-12). E o fato de estar indo à Jerusalém adorar já era uma prova disso também. Entretanto, Paulo se opunha frontalmente contra toda tentativa de obrigar os gentios a se tornarem judeus. A salvação era somente pela fé. Exigir conversão ao judaísmo era o repúdio a mensagem do Evangelho, que declara a salvação somente pela fé em Cristo.

    Devido ao fato de Paulo participar do voto com os quatro homens, ele pagou algumas despesas pertinentes e tomou parte no ritual de purificação para entrar no templo (Números 6:9-20). Paulo se submeteu ao costume judeu para manter a paz na igreja em Jerusalém. Embora fosse um homem de convicções fortes, Paulo estava disposto a ser transigente nos pontos que não fossem essenciais, fez-se "tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns" (Coríntios 9:19-23).

    Os líderes cristãos não estavam pedindo aos gentios que vivessem como os judeus, e muito menos queriam obrigar os judeus a viver como os gentios. A unidade Espiritual do corpo de cristãos pode ser vista na sua diversidade, não na sua conformidade. Apesar de termos raízes e culturas tão diversificadas, nós honramos o mesmo Deus.

    Esses judeus sabiam como o trabalho de Paulo foi eficiente da Ásia. A estratégia deles era desacreditar Paulo de forma que o trabalho do apóstolo fosse enfraquecido.

    Entre 600 a 1000 soldados ficam na Fortaleza Antônia, situada no Noroeste do Templo. De uma torre que avistava todos os átrios do templo os soldados podiam ver qualquer confusão.

    Quando o tumulto com Paulo começou, pelo menos 200 Soldados foram enviados da Fortaleza para o átrio dos gentios.

    Ao falar em grego, Paulo demonstrou que era um homem culto, não um agitador, um rebelde que provocava sedições nas ruas. O idioma grego chamou a atenção do comandante, e ele deu a Paulo proteção e a oportunidade de defender-se. O historiador Josefo escreveu sobre um egípcio que liderou uma revolta de 4 mil pessoas em Jerusalém em 54 d.C. e depois desapareceu. O comandante presumiu que Paula fosse esse Rebelde.

     Paulo provavelmente falava o aramaico, o idioma comum aos judeus palestinos. Ele usava esse idioma não apenas para se comunicar com seus ouvintes, mas também para mostrar que era um judeu devoto é tinha respeito pelas leis e costumes judaicos. Paulo falava grego com os oficiais romanos e aramaico com os judeus. Para ministrar as pessoas mais eficazmente, fale idioma delas!

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    PAULO PASSA DOIS OU TRÊS ANOS EM ÉFESO (1-21):

    Éfeso era a capital e o principal centro de negócios da Ásia (parte da atual Turquia). Era um centro de transportes marítimo e terrestre; tão importante quanto a Antioquia, na Síria, e Alexandria, no Egito. Éfeso era uma das maiores cidades no litoral do mar Mediterrâneo. Paulo permaneceu lá por pouco mais de dois anos, e escreveu sua primeira carta aos Coríntios, na qual abordou vários problemas que a igreja em Corinto enfrentava. Mais tarde, quando estava preso em Roma, escreveu sua carta aos Efésios.

    Inicialmente, o batismo de João era um sinal de arrependimento pelo pecado, não o marco de uma Nova Vida em Cristo. Como Apolo (18:24-26), os cristãos de Éfeso tinham conhecimento apenas da mensagem de João; precisavam de uma instrução adicional sobre a mensagem e o ministério de Jesus Cristo. Eles criam em Jesus como o Messias, mas não entendiam a importância da obra do Espírito Santo.  Tornar-se um cristão envolve o arrependimento e o abandono do pecado, mas também a aproximação de Cristo pela fé. Assim, os cristãos Efésios tinha a mensagem incompleta.

    No livro de Atos, vemos que os cristãos recebem o Espírito Santo de várias maneiras. (1) Normalmente o Espírito Santo vem habitar nas pessoas assim que elas professam a fé em Cristo. (2) Mas o derramamento do Espírito ou batismo no Espírito Santo acontece depois, é um revestimento de poder que capacita o cristão para fazer a obra de Deus. Sabemos disso porque o Espírito foi derramado no Pentecostes, quando os discípulos souberam mais acerca da obra Redentora de Jesus e receberam a missão de proclamar as boas novas a todos. Ao derramar seu Espírito, Deus confirmou aos cristãos como o Corpo espiritual de Cristo e os capacitou para a grande comissão.

    O derramamento do Espírito Santo que encher cada crente em Jesus no Pentecostes confirmou-os como igreja. O Pentecostes foi o derramamento formal do Espírito Santo sobre ela. A marca da verdadeira igreja não é somente a doutrina certa mas as ações corretas, que são a evidência da obra do Espírito Santo.

    Quando Paulo impôs as mãos sobre esses cristãos Efésios, eles foram batizados no Espírito Santo da mesma maneira que os discípulos no Pentecostes; e houve sinais visíveis exteriores da presença do Espírito Santo [eles falavam em línguas estranhas e profetizavam]. O mesmo aconteceu quando o Espírito de Deus veio sobre outros gentios (ver 10:45-47).

    Muitos Efésios tomavam parte no Exorcismo e nas práticas ocultas, visando aos lucros (ver 19:18-19). Os filhos do sacerdote Ceva ficaram impressionados com Paulo, cujo poder para expulsar demônios, maior do que o deles, vinha do Espírito Santo, não de feitiçarias. Então, tentaram expulsar o demônio em nome de Jesus, a quem Paulo pregava, mas descobriram que ninguém pode controlar ou reproduzir o verdadeiro Poder de Deus. Aqueles homens invocaram o nome de Jesus sem conhecê-lo. O poder para transformar vidas vem de Cristo, mas seu nome não pode ser usado como palavra. O Senhor consede seu poder somente aqueles que Ele escolhe.

    FANATISMO E INTERESSE (21-41):

    Ártemis (ou Diana) era Deusa da fertilidade. Era representada por uma figura feminina com muitos seios. Uma grande estátua de Ártemis, que diziam ter vindo do céu (19:35), ficava no grande templo de Éfeso, uma das maravilhas do mundo antigo. A festa de Ártemis envolvia orgias (libertinagem sexual e bebedeira). Obviamente à vida religiosa e comercial de Éfeso refletia a adoração que a cidade prestava aquela divindade pagã.

    Quando Paulo pregou em Éfeso, Demétrio e seus companheiros artesãos não discutiram a doutrina Cristã. Ficaram irados porque a pregação do apóstolo ameaçava o lucro deles, pois fabricavam Ídolos de prata da Deusa Efésia Ártemis. Os artesãos sabiam que, se as pessoas começarem a Crer em Deus, descartariam ídolos, e o sustento deles seria prejudicado.

    A estratégia de Demétrio para iniciar uma revolta contra Paulo consistiu em despertar nos colegas de profissão o amor ao dinheiro e encorajá-los a esconder sua cobiça atrás da máscara do patriotismo e da Lealdade religiosa. Os amotinadores não demonstravam as motivações egoístas de sua revolta; viu a si mesmo como heróis que defendiam sua Pátria e suas convicções religiosas.

    A multidão se voltou contra os judeus e os cristãos. Alexandre deve ter sido escolhido pelos judeus como um porta-voz para explicar que eles nada tinham a ver com os cristãos. Deste modo, não estavam envolvidos no problema dos artesãos que trabalhavam com prata.

    A revolta em Éfeso convenceu Paulo de que era hora de partir. Mas ele também mostrou que a lei romana ainda oferecia alguma proteção aos cristãos que desafiavam a adoração à deusa Ártemis e a religião mais idólatra da Ásia.

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    PAULO PERANTE FÉLIX: A ACUSAÇÃO (1-9):

    As acusações contra Paulo eram basicamente três: traição política, heresia religiosa e profanação do templo. Seus inimigos o acusaram de gerar tumultos em todo império, de ter falado com a Lei de Moisés e de ter levado um gentio para dentro dos átrios do templo judaico.

    A DEFESA (10-21):

    Tértulo e os líderes religiosos pareciam ter um forte argumento contra Paulo, mas o apóstolo refutou todas as acusações deles, uma a uma. Paulo também foi capaz de apresentar as Boas Novas por meio de sua defesa. Seus acusadores foram incapazes de apresentar uma evidência específica para sustentar as acusações. Por exemplo, Paulo foi acusado de iniciar um problema ao judeus na província da Ásia (24:18-19), mas estes não estiveram presentes no julgamento de Paulo para confirmar o fato. E Paulo usou todas as oportunidades que teve para testemunhar a respeito de Cristo (ver 24:14,24).

    Paulo admitiu abertamente que era seguidor do Curso, embora tenha afirmado que ainda cria na lei e nos profetas. Ou seja, ele era seguidor do Judaísmo, uma religião protegida por Roma.

    A referência aos judeus da Ásia mostrou a Félix que os verdadeiros acusadores de Paulo não estavam presentes, o que gerou certa suspeitas em relação a acusação feita contra o apóstolo.

    O RESULTADO (22-27):

    Félix foi o governador por 6 anos; ele conhecia o cristianismo (o "Caminho"), que era um tema comum nas conversas dos líderes romanos. O estilo de vida pacífico dos cristãos já havia provado aos romanos que eles não eram incitadores de revoltas.

     O diálogo de Paulo com Félix foi tão pessoal que Félix ficou temeroso. Ele, como Herodes Antipas (MC 6:17-18), havia tomado a esposa de outro homem. As palavras de Paulo foram interessantes até enforcarem a "justiça, da temperança, e do juízo vindouro".

    Félix, talvez, esperasse que Paulo lhe desse o dinheiro das igrejas gentias ou que seus amigos pagassem a fiança para libertá-lo. Félix queria conversar sobre pagamento; Paulo queria conversar sobre justiça (vers.25).

     Félix perdeu seu cargo de Governador e foi chamado de volta a Roma. Pórcio Festo assumiu o governo da Judeia no final de 59 ou início de 60 d.C. Este foi mais justo que Félix, que mantivera Paulo na prisão por 2 anos, esperando que talvez o apóstolo o subornasse, o que contentaria os judeus. Quando Festo assumiu o cargo, pediu imediatamente a retomada do julgamento de Paulo.

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    PAULO VISITA A MACEDÔNIA E VOLTA A TRÔADE, NA ÁSIA (1-16):

    Enquanto estava na Grécia, Paulo passou muito tempo em Corinto. Lá escreveu a carta aos Romanos. Embora Paulo ainda não tivesse ido à Roma, os crentes já haviam fundado uma igreja ali (2:10;18:2).

    Os homens que viajavam com Paulo (vers.4) representavam as igrejas que Paulo havia fundado na Ásia. Cada um levava uma oferta de sua igreja para ser doada aos cristãos de Jerusalém. Pelo fato de a oferta ter sido levada pelos representantes de cada igreja, elas tinham um toque pessoal. Isso fortaleceu o relacionamento entre os irmãos e promoveu a unificação do corpo de Cristo.

    As luzes do versículo 8 eram velas e lanternas. A combinação entre o calor das velas e o número de pessoas agrupadas no andar superior (Cenáculo) provavelmente tornou o ambiente muito quente. Além disso, o fato de Paulo ter falado por muito tempo deve ter contribuído para o jovem adormecer. Êutico tinha provavelmente entre 8 e 14 anos.

     Paulo levava consigo doações das igrejas da Ásia e da Grécia para os cristãos de Jerusalém (Rm 15:25-26; 1Co 16-1; 2Co 8:9). A igreja em Jerusalém estava passando por tempos difíceis. Paulo devia estar ansioso para entregar as ofertas no Pentecostes porque este era um dia de celebração e de ações de graças a Deus por sua provisão.

    PAULO E OS ANCIÃOS DE ÉFESO (17-38):

    Paulo serviu a Deus humildemente e "com muitas lágrimas", mas nunca parou nem desistiu. A mensagem da salvação era tão importante que ele nunca perdeu uma oportunidade de compartilhá-la. Embora tenha pregado o evangelho de varias maneiras para os diferentes tipos de público, o conteúdo da mensagem permaneceu sempre o mesmo: afaste-se do pecado e aproxime-se de Cristo pela fé.

    Disposição é uma qualidade necessária a qualquer pessoa que deseja fazer a obra de Deus. Paulo era uma pessoa disposta, e a meta mais importante de sua vida era falar aos outros a respeito de Cristo (Fp 3:7-13). Não é de admirar que Paulo tenha sido o maior missionário Cristão.

     Paulo estava satisfeito com o que tinha e onde quer que estivesse, desde que pudesse fazer a obra de Deus. Ele era um fabricante de tendas e ganhava seu sustento com este ofício. Ele não trabalhava para enriquecer, mas para não depender de ninguém. Paulo sustentava tanto a si como aqueles que viajavam com ele (ver Fp 4:11-13; 1Ts 2:9)

     As palavras de Jesus do versículo 35 não estão registradas nos Evangelhos. Obviamente, nem tudo que Jesus disse e fez foi relatado (Jo 21-25); talvez essas palavras tenham sido transmitidas verbalmente pelos apóstolos.

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    Oi gente, tudo bem?

    Graças a Deus, nós já estamos quase acabando nosso Estudo do Livro de Atos, faltam apenas 2 Semanas!

    Hoje eu trouxe mais 7 Capítulos pra vocês. Espero que vocês gostem e que o Espírito Santo possa falar profundamente no coração de vocês durante os seus estudos.

    Vou deixar os estudos linkados aqui embaixo:

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 12

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 13

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 14

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 15

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 16

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 17

    • Estudo do Livro de Atos - Capítulo 18

    Ou então você pode encontrar todos os estudos clicando na Tag Abaixo:

    Estudo do Livro de Atos

    Fiquem todas na paz de Jesus ❤
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    PAULO EM CORINTO (1-17):

    Corinto era o centro político e comercial da Grécia; nessa época, superou Atenas em importância. Tinha uma reputação de grande perversidade e imoralidade. Um templo para Afrodite, a deusa do amor e da guerra, fora construído em uma grande colina atrás da cidade. Na religião popular grega, as pessoas adoravam a deusa, dando dinheiro para o templo e praticando atos sexuais com mulheres e homens que se prostituíam no templo. Por isso, Paulo considerou Corinto um Desafio e uma grande oportunidade ministerial. Mais tarde, o apóstolo escreveu uma série de cartas aos Coríntios. Parte dessas cartas tratar dos problemas de imoralidade. As cartas são 1 e 2 Coríntios.

    Todo menino judeu aprendia um ofício e tentava ganhar a vida com ele. Paulo e Áquila haviam sido treinados para fabricar tendas, cortando e costurando tecidos de lã de cabra, usados na confecção delas. As tendas eram usadas para alojar os soldados. Sendo assim, podem ter sido vendidos para o exército romano. Como um profissional liberal, Paulo poderia ir aonde Deus eu levasse, pois teria seu sustento garantindo. A expressão "fabricante de tendas" também costumava ser utilizada para quem trabalhava com couro.

    Paulo disse aos judeus que havia feito tudo o que podia por eles. Por terem rejeitado a Jesus como seu Messias, ele se voltaria para os gentios, que lhe eram mais receptivos.

    Durante o período de um ano e meio em que Paulo viveu na perversa Corinto, ele estabeleceu uma igreja e escreveu duas cartas aos cristãos que estavam em Tessalônica (1 e 2 Ts). Embora Paulo tivesse ficado pouco tempo em Tessalônica (17:1-5), elogiou os crentes em Jesus daquela cidade por suas atitudes amorosas, sua firme fé e perseverança, inspirada pela esperança em Jesus. Enquanto encorajava os Coríntios afastarem-se da imoralidade, Paulo tratou de temas como a salvação, o sofrimento e a segunda vinda de Jesus Cristo. Paulo disse-lhes que continuassem a  trabalhar arduamente enquanto aguardavam a volta de Cristo.

    Paulo foi acusado de promover uma religião não aprovada pela lei Romana. Esta acusação foi valorizada como traição. Mas Paulo não encargou a obediência a um rei humano, rival de César (ver 17:7), nem falou contra o império romano; Paulo falou sobre o eterno Reino de Cristo.

    Essa foi uma decisão judicial importante para a expansão das Boas Novas no Império Romano. O judaísmo é uma religião reconhecida pela lei Romana. Uma vez que o cristianismo era visto por Roma como uma seita do Judaísmo, tribunal Romano se recusou a ouvir acusações contra os cristãos. Caso Paulo tivesse declarado fazer parte de uma nova religião, poderia facilmente ser considerado como fora-da-lei pelo governo. Mas quando os judeus acusaram-no de persuadir as pessoas a servir a Deus contra a lei, Gálio tomou a palavra e disse que não compreendia a terminologia e os detalhes teológicos que motivaram a desavença entre cristãos e judeus, então eles que resolvessem a questão e não importunassem mais.

    Crispo era o líder da Sinagoga, porém ele e sua família se converteram e se uniram aos cristãos (18:8). Sóstenes foi escolhido para tomar o lugar de Crispo. Talvez a turba que o feriu diante do tribunal fosse formada por gregos que reprovavam os judeus por estes causarem tumultos ou por alguns judeus indignados por Sóstenes ter perdido o controle da situação e deixado a sinagoga pior do que antes. Em 1 Coríntios 1:1, há menção a um homem chamado Sóstenes, companheiro de Paulo. Muitos acreditam que se trata da mesma pessoa que mencionada, que posteriormente se converteu ao cristianismo.

    PAULO EM ÉFESO (18-23):

    O ato de raspar a cabeça e oferecer seu cabelo como sacrifício foi um voto incomum de Paulo, visto que ele era um homem separado para Deus (Nm 6:18).

    O versículo 22 narra o fim da segunda viagem missionária de Paulo e o início da terceira, que durou de 53 a 57 d.C. Deixando a igreja em Antioquia, Paulo partiu em direção a Éfeso. No caminho, visitou novamente as igrejas da Galácia e Frígia (18:23). A duração da terceira viagem foi longa; Paulo permaneceu 2 ou 3 anos em Éfeso. Antes de retornar à Jerusalém, também visitou os crentes da Macedônia e da Grécia.

    APOLO, O JUDEU ERUDITO (24-28):

    Apolo deve ter ouvido somente o que João Batista dissera a respeito de Jesus (ver Lc 3:1-8). Por essa razão, a mensagem de Apolo não continha a história completa. João Batista focou arrependimento dos pecados, o primeiro passo para alcançar a salvação; mas a mensagem completa diz respeito do pecado e crer em Cristo. Apolo não conhecia a vida, a crucificação e a ressurreição de Jesus, nem a vinda do Espírito Santo. Priscila e Áquila explicaram a Apollo o caminho da salvação.

    Apolo era de Alexandria, no Egito, a segunda cidade mais importante do império romano, e o berço de uma grande Universidade. Havia uma população judia próspera em Alexandria. Apolo era um estudioso, orador e debatedor. Depois de saber mais a respeito de Cristo, Deus usou muitos dons de apolo para fortalecer e encorajar a igreja.

    Esse foi o nosso Estudo de Atos 17! Se você quiser ver os estudos dos outros capítulos, é só clicar no Link abaixo. Fiquem todas na paz de Jesus! ❤
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